Sistema Familiar

DIRETO AO PONTO – Sogra e Nora:
Creio que a grande problemática da “SOGRA MAL RESOLVIDA” para com a sua NORA seja – sem dúvida alguma – a INVEJA QUE A SOGRA TEM DA VIDA SEXUAL DA NORA COM SEU MARIDO, filho da sogra.

E esse é o ponto a que se dirigem – direta ou indiretamente – os ataques e as manobras da sogra e é aí exatamente que precisa ser construido o contra-ataque, a neutralização ou a defesa do casamento mediante a invasão da sogra. Aí, precisamente, naquilo que caracteriza unicamente a relação conjugal, já que nenhuma outra relação tem no intercurso sexual um pressuposto intrínseco. No lugar onde se encontram a intimidade física e emocional que o casal quer e precisa ter, em condições normais de um relacionamento saudável, não patologizado por disfunções pessoais, conjugais ou pressões sistêmicas de suas famílias de origem.

Noras ingênuas costumam se deixam abater pela ação nefasta da sogra e abandonam prematuramente ou gradativamente o uso dessa “arma exclusiva”, atitude esta que tende a fragilizar ainda mais seu casamento reproduzindo nele exatamente a falta de carinho e de intimidade a dois que costuma estar presente no casamento de algumas das sogras disfuncionais.
A maioria das brigas conjugais motivadas por interferências das sogras e, eventualmente dos sogros, afeta de pronto a sexualidade do casal que se torna, por vezes, o palco dos destrutivos joguinhos de poder: se você não ama minha mãe ou se minha mãe não a ama, também não posso te amar…Se estamos brigados, ficamos distantes e não transamos.

Tá feito!Esta afetação à sexualidade do casal se dá de imediato ou vai minando aos poucos, contaminada pelas reclamações, queixumes, induções e críticas da sogra contra sua nora. Uma das estratégias e/ou consequências mais frequêntes do ataque velado da sogra à nora é a indução do filho a trair a esposa, afinal, ‘quem tem todas não tem nenhuma, não se entregou à nenhuma mulher em especial e continuando, portanto, fiel à mamãe’.

Nesses casos, ao saber da infidelidade do filho – e elas sempre sabem!!! – a sogra perversa costuma, sorrindo secretamente para si mesma, respirar aliviada e concluir: ufa!!! se ela própria não tem/teve o amor do marido, a nora não foi muito além e também não tem nem a exclusividade, nem do amor, nem dos encantos do seu parceiro amoroso. A infidelidade do filho adquire para a sogra, ares da comprovação da máxima ‘nem prá mim nem prá ti’ e esta passa a ser a compensação da sogra em seu desencanto conjugal: ela se vinga da vida acabando ao mesmo tempo com o casamento do filho (vingança contra os homens que a menosprezaram) e da nora (vingança contra as mulheres mais felizes do que ela).Temos aí a ação da compulsão à repetição transgeracional perpetuando as disfunções familiares.

É no terreno do desejo, da atratividade entre os parceiros amorosos que está localizado o perturbador e o disruptivo da relação nora-sogra, pois, é dentro deste âmbito que a inveja humana tende a se manifestar com mais força, se considerarmos a sexualidade plena e acompanhada de equilíbrio nas outras áreas da vida, como sinônimo de realização, prazer, relaxamento, energia, êxtase, alegria de viver e felicidade.Como diz Alice Miller, “…no fundo o saudável é invejado…”.

Trata-se de uma situação sistêmica, onde cada um faz a sua parte no jogo patológico familiar: a sogra rivalizante, ciumenta e invejosa faz cara de boazinha e invade dissimuladamente o terrítório íntimo do casal; o sogro, marido dela, se coloca distante afetiva e sexualmente da esposa o que aumenta a ira dela contra a felicidade da nora; o marido se deixa enredar ingenuamente pela teia da mãe e a nora entra no jogo neurótico familiar como quem não tem experiência e esperteza o bastante para ganhá-lo, por estar, muitas vezes, ainda em aliança inconsciente com a sua própria história familiar.
Mas, ao perder o jogo para a sogra, a nora se candidata a ser mais uma má sogra na a geração seguinte. Isto ocorre compulsão à repetição daquilo que não foi resolvido, que gerou rancor, raiva, vergonha, frustração e tristeza não elaboradas. 

Quem mais perde são os filhos/as desses casais, que costumam ficar desamparados e expostos a loucura e à neurose advinda da interrupção do fluxo do amor entre os cônjuges.

Um mecanismo perverso que tende a perpetuar o sofrimento familiar enquanto não for conscientizado e quebrado.

Então, quanto mais as esposas forem felizes com seus maridos, menor será a sua necessidade de atacar sua futura nora descontando sobre ela toda a sua frustração sexual, amorosa e conjugal.

Lembre-se vc pode, vc merece ser feliz com o seu marido e sua família.

Ps: Agradeço todos os dias

a vida da minha terapeuta

quem me enviou esse texto tão lúcido!

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