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Pulsar Selvagem

Me lembro de pensar quando entrei no beco : Os olhos brilhavam: É preciso ser imensa pra ser sozinha. (E ela conseguia tomar seus momentos sozinha.)

Deixou pra lá esse pensamento pegou a condução, – ao que me conduzia? O Impasse, o dilema a hora de decidir o destino da viagem.

Sentou-se no banco do ônibus, quando começou a subir o morro escreveu no bloquinho: Melancolia da liberdade, com o horizonte ainda tão longe. Dera-se ao horizonte.

Mas a nostalgia presente. O aprendizado da paciência, o juramento da espera. O segredo me seduz. Minha intimidade é sagrada.

No caminho ouvia-se relâmpagos, estava armando um chuvão o céu carregado de nuvens que enegreciam-se lentamente. De súbito pingos grossos começaram a cair, e ela decide interromper a viagem ainda no início. Deu sinal, desceu rapidamente. Seu coração se espantou.

Sou vigorosa.

Arriscava-se a tornar-se individual, e também eles.”

Preocupou-se com a expressão do seu rosto.

Caminhava não prestava mais atenção nos transeuntes, a chuva caindo fortemente os relâmpagos. Parou na marquise para aguardar observou as cores, a chuva, a fumaça os barulhos. Acendeu um cigarro, comeu um chocolate. Pediu uma senhora se podia dividir a sobrinha com ela para atravessar o sinal. A senhora foi gentil.

Chegando do outro lado da rua pensou:- Tudo se encaixa, notava a sensação quando tudo parece fazer sentido – tudo que eu vivi até aqui foi uma preparação para a vida que eu construiria.

Subiu as escadas chegou em casa falou com a empregada: – D. Tãnia como seria viver um dia inteiro sem se preocupar com aquilo que outros estão pensando sobre você.

A senhora ta brincando? Riu desagradada sem prazer.

Dayana Teixeira.

Christian Schloe

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