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O Cerne das Constelações

As vezes me surpreendo abrigando um sentimento infinitamente maior que eu; tenho dó de quem me machucou, enganou e me fez perder tempo.

Não dó que inferioriza, compaixão mesmo, puro amor que esmaga o peito.

Abafo esse sentimento o mais depressa que posso. – Dayana isso é excesso de bondade por favor.

Tenho o sol na doze e essa compaixão pela humanidade me invade. Me obrigando a sentir o que não é agradável, até ter vontade de fugir de mim.

Por um átimo experimento o que Cristo sentiu por nós. É pecado escrever isso? Não sei. Só sei que sentir esse amor difícil, angustiante pela humanidade me traz a sensação de que eu sou pequena, devia ser um sentimento proibido para humanos.

Há de considerar o impotente alcance, e eu fico sem saber lidar com essa imensidão que pulsa, brilha, arde e insiste em caber em um espaço demasiado apertado.

Obra: Francisco de Zurbarán.

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