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A sua família não é seu destino

Medir o valor de uma pessoa com base na família em que nasceu, com base na sua aparência física, ou situação financeira, não faz o menor sentido, uma vez em uma palestra, ouvi: “– imagina o que você fez para atrair essa família.” Na hora intuitivamente eu decidi filtrar esse comentário e fiquei só com o que fez sentido para mim, naquela ocasião.

Essa afirmação: Imagina o que você fez para atrair esse tipo de família é no mínimo precipitada, pois há muitas variáveis que desconhecemos, nossa perspectiva é limitada, sendo assim aceitar o mistério da vida é também sabedoria e humildade. Independente da família em que você nasceu você têm valor.
Todos os Seres têm valor.

Eu não sei porque você nasceu na sua família e eu na minha. Mas eu sinto que eu precisava exatamente da minha família, pra eu aprender, crescer e me desenvolver.  Eu gosto de mim, se eu nascesse em uma família diferente, eu não seria quem eu sou. Me admiro e me sinto em paz sendo quem eu sou. O primeiro passo para aceitação da sua família, está na auto aceitação.  

Não estou reclamando da minha família, porque eu tive muito, e agradeço. Através da lucidez e maturidade podemos alcançar essa compreensão que temos muito a agradecer. Talvez você tenha mais condições, de acesso a informações, conforto e facilidades que na época seus pais não tiveram, aproveite essa oportunidade para ter uma “cabeça mais aberta”.

Nós nascemos em determinada família, crescemos fomos nos desenvolvendo e somos adultos, portanto não precisamos ficar perseguindo um desejo de quando éramos crianças, desejo de ser aprovado por parte dos pais, natural para crianças, mas agora como adultos somos independentes. Portanto você tem condições de ser sua própria mãe e seu próprio pai.  “- Como eu posso ser minha própria mãe? Ser acolhedora, carinhosa, atenciosa com você, cuidar de si mesma, com o mesmo amor e paciência que você dedicaria a uma criança, quando assumimos essa postura nós curamos nossa criança interior.

O que você tem vontade de si ensinar, e de proporcionar a você mesma? “- E como eu posso ser meu próprio pai?” É só pensar como você gostaria de se sentir em relação a figura paterna. Gostaria de me sentir protegida, apoiada segura. Agora como adulta você pode fazer isso por você.

Contudo temos a necessidade de nos sentirmos pertencentes, é inerente ao ser humano somos seres sociais, muito da nossa personalidade é construída a partir das relações com outras pessoas, em geral as relações começam na família, queremos fazer parte daquele grupo, queremos sentir, que somos amados. Tudo bem é natural, só não podemos deixar isso nos dominar, muitas pessoas com medo da rejeição não conseguem assumir quem elas realmente são. Teremos que pagar pelos erros a mais, eu e você? Você carregará um peso que não é seu, e repetirá padrões inconscientes, a menos que você queira mudar e trabalhe para isso. Nesse sentido o autoconhecimento é fundamental, podemos trabalhar internamente:

Precisamos tirar os nossos pais daquele arquétipo ideal que construímos quando crianças. Eles não são super heróis, grandões, sabem tudo. Seus pais também são humanos com qualidades e limitações. 

Cada ser, faz o seu melhor, de acordo com o seu nível de consciência, não tem jeito de doar o que não temos. Os seus pais fazem o melhor por você, dentro das condições deles.

Aceitar não significa conviver. Como seria bom se pudéssemos conviver só com as pessoas que nos sentimos à vontade e com as quais podemos ser de verdade quem realmente somos. Mas as vezes precisamos conviver com pessoas que não temos muita afinidade, no trabalho, parentes do cônjuge e também na própria família. Você não tem que se obrigar a ter afinidade com uma pessoa porque ela é da sua família. “- Mas é minha mãe” Agradeça por ela ter cuidado de você da forma que pôde, honre, respeite. Mas obrigada a conviver, você não é. Não se culpe por se afastar é uma questão de autocuidado para preservar seu equilíbrio mental e emocional. Não se culpe por respeitar seus limites e fazer seu próprio caminho. Toda família tem conflitos, eu não conheço nenhuma que não tenha. Quando em geral a convivência é pacifica amorosa te faz bem, ótimo. Mas em muitos casos não é assim. Quando a convivência é tóxica, você percebe que não te faz bem. Não é porque é sua mãe, seu pai que você é obrigada a conviver.

A convivência precisa respeitar o grau de afinidade. Você pode conviver com determinada pessoa respeitando a afinidade entre vocês. Isto é: – Combino tanto com uma pessoa que posso vê-la todos os dias. Já com outra pessoa combino para nos encontrarmos uma vez por semana, essa medida é você quem administra. Quando encontrar com essa pessoa uma vez por semana foca na afinidade entre vocês. Por exemplo você gosta de uma série a pessoa também, conversem sobre isso. Por outro lado, a pessoa tem uma religião diferente da sua, então não vale a pena esse tipo de conversa, é uma forma de evitar desgaste desnecessário.

Você não é responsável pelos problemas da sua família. Você pode ajudar se puder e quiser, e se sua ajuda for solicitada. Mas quando nos sentimos responsáveis por nossos parentes, nos movimentamos em um ciclo de autosabotagem, porque inconscientemente nos sentimos culpados de ser feliz, pode isso?  

Toda vez que o sucesso se aproxima nos autosabotamos de diversas formas. Inconscientemente o enredo que se passa: – “não posso estar feliz porque minha mãe está triste. Não posso me relacionar com essa pessoa que os meus pais não aprovam. Não posso ter dinheiro porque papai é pobre. Não posso ser mais que meus pais.” Sou pequena, mamãe é grande.”

Não precisamos nos esforçar. Na linhagem natural eles vieram primeiro, então em relação a eles você é filho. É sensato honrar nossos ancestrais.  Mas na vida não assumimos o papel de filho, assumimos o adulto, para não destruirmos nosso potencial de crescimento.

Assim caminhamos com mais leveza, prontos para escrever nossa própria história a partir do nosso olhar e não a partir do olhar do outro. Não precisamos carregar o presente com ressentimentos, culpa, medo ou pactos inconscientes com a família de origem. Fique com o que te faz bem, lembre-se você merece ser amada. Liberte-se! A consequência disso inclusive pode ser uma melhora no relacionamento com seus familiares por causa, justamente desse distanciamento. Pode provocar saudade, reflexões e o seu posicionamento pode provocar mudanças necessárias e positivas.

Com amor

Dayana Teixeira

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